Ultimas Noticias
Home / Sem categoria / 90% dos empregados da Petrobras devem trabalhar durante greve, diz Tribunal Superior do Trabalho (TST).. Em decisão, ministro aplicou multa de R$ 500 mil e afirmou que mesmo que o direito a greve seja garantido por lei, “há limites”

90% dos empregados da Petrobras devem trabalhar durante greve, diz Tribunal Superior do Trabalho (TST).. Em decisão, ministro aplicou multa de R$ 500 mil e afirmou que mesmo que o direito a greve seja garantido por lei, “há limites”

Greve-Petrobras

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Yves Gandra Martins Filho determinou nesta terça-feira que 90% dos funcionários da petrobras mantenham-se em atividade e no desempenho normal de suas atribuições, conforme decisão vista pela Reuters, em meio a uma greve de petroleiros iniciada no sábado.

Gandra decidiu que os sindicatos dos empregados da Petrobras devem pagar R$ 500 mil de multa, se mantiverem a greve da categoria. A estatal entrou na segunda-feira, (03), com dissídio coletivo de greve contra os sindicatos da categoria, alegando que não houve negociação antes da paralisação, e que a mesma seria abusiva.

No documento, o ministro também determinou que os petroleiros abstenham-se de impedir o livre trânsito de bens e pessoas nas unidades da Petrobras e de suas subsidiárias.

Em sua decisão, o ministro afirmou que, “embora garantido pela constituição, não se pode perder de vista que o direito de greve encontra limites”, e que há “aparente ausência de motivação para tão drástica medida”.

A greve de petroleiros iniciada no sábado não impactou a produção da companhia até o momento e as operações seguem dentro dos critérios de segurança, segundo informou a estatal em nota nesta terça-feira.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), por outro lado, afirmou nesta terça-feira que a paralisação tem adesão de cerca de 14,75 mil trabalhadores, ou 80% do total nos 12 Estados em que acontecem os movimentos.

Produção de petróleo não foi afetada diz petrobras

Na última terça-feira (04) os sindicatos afirmaram que a greve é contra demissões em uma fábrica de fertilizantes no Paraná, desativada pela Petrobras. A FUP diz ainda que há descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A petroleira, no entanto, afirma que “os motivos alegados não atendem aos critérios legais” para decretação de paralisação.

“A Petrobras reitera que o movimento grevista iniciado em algumas de suas unidades é injustificado, uma vez que o acordo coletivo de trabalho foi assinado por todos os sindicatos em novembro de 2019 e as negociações previstas estão seguindo curso normal”, afirmou na nota.

Uma mobilização anterior, que previa paralisação por uma semana em novembro, ocorreu mesmo após o mesmo ministro do TST ter atendido pleito da Petrobras e decidido impedir uma greve. Mas o movimento terminou antes do programado devido à decisão judicial, que impunha punições financeiras aos sindicatos em caso de descumprimento.

Novas adesões

 Após a realização de assembleias com funcionários da Petrobras, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) decidiu acompanhar o movimento e aderir à greve. O primeiro a aderir foi o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), associado à FNP.

Com a união das duas federações, o movimento pode ganhar extensão nacional, já que as duas entidades dividem a representação dos empregados no conjunto das unidades da estatal.

Ao longo da última terça-feira, outros sindicatos ligados à FNP realizam assembleia para avaliar a adesão à greve. Na ocasião, a federação no seu site divulgou que, “A aprovação do indicativo, por ampla maioria, reforça o quadro nacional da greve petroleira, que entra em seu quarto dia, nesta terça-feira (4), em diversas bases do país. Trata-se de uma mobilização contra uma série de ataques sofridos pela categoria desde que Roberto Castello Branco, nomeado por Bolsonaro, passou a presidir a empresa”, informa a federação em seu site.

Enquanto as assembleias aconteciam, os sindicalistas visitavam pontos de operação da Petrobras para tentar convencer funcionários da estatal da importância da greve. “O Sindicato intensificará as mobilizações em todas as unidades da companhia em sua base, dialogando com a categoria sobre a deflagração da greve e traçando as melhores estratégias para garantir uma mobilização forte”, afirmou a entidade.

Por: Sandra Santos
Fonte: Portal Petrobras

Você pode Gostar de:

PROGRAMA DA PM “VIAGEM SEGURA” MOSTRA EFICIÊNCIA NA REDUÇÃO DE CRIMES E ACIDENTES NA ESTRADAS

Lançado no final do ano passado pela Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *