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Agrônomo da Uenf consegue aprovar curso de engenharia de produção de alimentos

A Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) terá mais um curso de engenharia. Os procedimentos de cunho acadêmico e administrativo para a implantação do curso de engenharia de (produção) de alimentos foram realizados por pesquisadores, professores e técnicos da universidade em Campos dos Goytacazes, em sintonia com entidades do setor produtivo, mas faltava a decisão politica dos poderes constituídos para a aprovação.

Depois de concluídos os trabalhos de elaboração do curso, no âmbito acadêmico, para viabilizar a implantação, coube ao agrônomo da Uenf, Eduardo de Campos Crespo, que é vereador no município, fazer a interlocução entre a universidade com a Prefeitura local, entidades da sociedade civil, e a articulação politica entre a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e o governador do Estado.

A palavra final pela aprovação foi dada ao vereador no último dia 23, pelo governador do RJ, Wilson Witzel que esteve em Campos participando do Seminário Rio Agro, pela recuperação do Agronegócio no Norte Fluminense. Ao lado do deputado estadual, Bruno Dauaire, que foi quem encaminhou a proposta de Emenda do vereador Eduardo para a Alerj,   Witzel reconheceu a importância do curso e engenharia de alimentos para Campos e a região, e anunciou que será iniciado na Uenf em 2021.

Empresários, comerciantes, produtores rurais e dirigentes de entidades do setor produtivo que apoiam a implantação do curso na Unf vibraram com a notícia. Dentre eles, o presidente da Firjan Norte, Fernando Coutinho Aguiar; o presidente da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campos), Leonardo Castro de Abreu, Sipal (Sindicato da Industria da Produção de Alimentos) e o presidente da CDL/Campos, Orlando Portugal.

Leonardo Abreu presidente ACIC; Frederico Straggiotty, diretor CCTA da UENF; Eder Dutra, chefe Laboratório de Tecnologia de Alimentos/UENF; Eduardo Crespo, Agrônomo da Uenf e vereador que articulou criação e aprovação do curso.

Na cidade e no campo

Além de formar engenheiros (as) de produção de alimentos para atuar nas medias e grandes indústrias, o curso vai dar treinamento e reciclar técnicos da indústria alimentícia, com extensão para produtores rurais que vão poder montar agroindústrias cooperativadas no campo, e também aprender processar produtos in natura e agregar valores à produção da agricultura familiar.

“A confirmação do curso para nossa região é uma grande conquista para o presente, mas principalmente para as gerações futuras. O curso tem a ver com a vocação regional para a agricultura e a pecuária. A Acic, junto com as demais entidades, como a CDL, e a Firjan, estamos unidos no propósito dessa conquista e vamos fazer a interface com órgãos governamentais para o fortalecimento do agronegócio que um setor gerador de empregos e de riquezas. Certamente que o curso vai contribuir para termos profissionais capacitados a contribuir com a diversificação na produção de alimentos, tão importante para o desenvolvimento de Campos e região”, defende o presidente da ACIC, Leonardo de Abreu.

Uenf pioneira – O curso dará à Uenf mais um título de pioneira, pois será o primeiro curso de engenharia de produção de alimentos a ser implementado na extensa área de cidades do interior, entre a capital do estado do Rio e a capital do Espírito Santo, que é Vitória.

Eduardo Crespo destaca a importância do novo curso para a nova geração de jovens que vão ingressar no ensino superior, bem como para milhares de profissionais de Campos e municípios do Norte e Noroeste Fluminense e Sul do Espirito Santo, que já atuam e pretendem atuar na criação e produção de alimentos em escala comercial, seja de origem vegetal ou animal e seus derivados.

Eduardo Crespo é vereador e agrônomo da Uenf

“A Uenf existe para promover o desenvolvimento educacional, social e econômico de toda essa região do Estado do Rio. Ela tem cumprido bem este papel, contribuindo inclusive para a formação pessoal de muitos brasileiros de outros estados. Somos uma região de vocação e potencialidades naturais para a agricultura, a pecuária e a piscicultura. Eu mesmo sou produtor rural e, como agrônomo da Uenf, sei do potencial que nossa população tem para produzir alimentos, que são uma das maiores riquezas da terra.”, disse Crespo.

Ele enfatizou que o curso de engenharia de alimentos vai ser um divisor de águas porque vai capacitar pessoas para processar alimentos em escala comercial. Além de otimizar com inovações a produção de alimentos in natura, nossos futuros engenheiros vão poder criar novos alimentos, e tudo isso com uma nova visão de escala comercial. “O resultado será movimentação na cadeia produtiva, mais empregos, mais gente realizada e melhor qualidade de vida”, prevê Eduardo Crespo, sem esconder o otimismo.  

Mentores do curso – O diretor do CCTA (Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias da Uenf), professor José Frederico Straggiotti Silva; o agrônomo do CCTA, Eduardo Crespo; o chefe do Laboratório de Tecnologia de Alimentos, Eder Dutra de Resende estão no rol dos mentores e que trabalharam pela elaboração do curso de engenharia de alimentos da Uenf.

“O curso de engenharia de alimentos na Uenf trará resultados fantásticos para a economia regional porque essa região de Campos tem vocação para o agronegócio com gama de diversificação. O engenheiro da produção de alimentos é capacitado a melhorar a qualidade dos alimentos e criar alimentos. Vivemos a era que cada vez mais pessoas buscam por alimentos com excelência na qualidade, e o alimento funcional tem sido bastante procurado, inclusive já surge estabelecimentos especializados na comercialização destes alimentos. Como consequência, gera maior demanda na produção, na geração de empregos e agrega valor para quem os produzem”, observa o professor Straggiotti.

Duração do curso de engenharia de alimentos e seu impacto em parte do RJ e ES

O pesquisador chefe do LTA (Laboratório de Tecnologia de Alimentos), Eder Dutra de Resende, explica que o curso presencial de engenharia de produção de alimentos terá duração de cinco anos. Ele ressalta que o Laboratório que hoje conta com oito professores, será redimensionado com a implantação do curso.

“Temos demanda de contratação de mais seis professores, técnicos de laboratório e um técnico administrativo. Agora que o governador já anunciou o início do curso em 2021, priorizaremos nossos trabalhos para o projeto do Parque Tecnológico, focados no processamento de produtos agrícolas e de origem animal”, informou Eder Dutra.

Dutra e Straggiotti destacam os principais impactos positivos do curso na cadeia produtiva e na economia de Campos e nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, e Sul capixaba.

O curso é importante porque o engenheiro de alimentos é capacitado para o controle de qualidade dos alimentos por meio do Laboratórios de Química e Fisiologia Vegetal; fazer a fabricação de alimentos e criar novos alimentos industrializados; elaborar projetos de agroindústria e do terceiro setor, relacionados à conservação, armazenamento, transporte e comercialização; tratamento e transformação dos resíduos; de bioengenharia; e desenvolver processos da indústria alimentícia.   

Da Redação

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