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Doença de Alzheimer: Saiba como evitar, os sintomas e o tratamento

Descrita pela primeira vez em 1901 pelo médico Alois Alzheimer, a doença de Alzheimer é caracterizada por demência degenerativa, que por assim ser, tem curso lentamente progressivo. Trata-se de doença incurável mas que, através de diagnóstico e tratamento precoces, pode-se retardar a sua evolução e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. É a causa mais comum de demência em adultos.

Quem pode apresentar esta doença?

A doença de Alzheimer acomete principalmente pacientes com mais de 60 anos de idade. Aqueles que possuem história familiar positiva estão sob maior risco de desenvolver a doença.

Além da predisposição genética, outros fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da doença são trauma craniano de repetição, obesidade, hipertensão, dislipidemia e síndrome da apneia obstrutiva do sono. Desta forma, estes fatores devem se adequadamente investigados e tratados para que se diminua a probabilidade de desenvolver a doença.

Quais são os principais sintomas?

O principal sintoma da doença de Alzheimer é esquecimento. Inicialmente o paciente pode esquecer o nome de pessoas conhecidas e local onde guardou objetos ou guardá-los em locais inadequados. Com o evoluir da doença pode haver disfunção visuoespacial e assim o paciente pode se perder em locais conhecidos e apresentar desorientação. Alterações de linguagem também podem estar presente como dificuldade de nomear objetos e diminuição da fluência verbal. Outros sintomas são dificuldade de reconhecimento (agnosia) e de realizar tarefas (apraxia), dificuldade de raciocínio e de planejamento de ações (disfunção executiva).

Como esta doença pode ser diagnosticada?

O primeiro passo para se diagnosticar a doença é detectar os sinais e sintomas principais. Após avaliação clínica direcionada, deve-se excluir causas de demência potencialmente tratáveis através de exame de sangue simples com dosagem de vitaminas, homônios tireoidianos e outra substâncias.

Exames de imagem como RM de crânio podem evidenciar atrofia cerebral predominantemente do lobo temporal. O hipocampo, responsável pela memória, é a principal estrutura envolvida.

Alguns pacientes podem se apresentar com hipocampo de volume normal e neste casos outras técnicas de neuroimagem podem ser utilizadas e o médico especialista está habituado a solicitá-las e interpretá-las adequadamente.

Em casos selecionados pode ser realizada análise do Líquor, líquido que circula todo o sistema nervoso central, onde pode-se dosar a proteina Tau e Beta-amiloide que estão relacionadas com fisiopatologia desta doença.

Esta doença tem tratamento?

O tratamento deve basear-se na utilização de medicações adequadas para melhorar a qualidade de vida e retardar a evolução do quadro cognitivo e comportamental. Essa medicações são chamadas de anticolinesterásicos. Medidas de apoio e não farmacológicas também podem ser utilizadas. Os familiares devem ser adequadamente orientados e instruídos pois são importante “pilar” no tratamento e prognóstico dessa doença irreversível.

A doença de Alzheimer é degenerativa, lentamente progressiva na maioria ds casos mas que pode apresentar períodos de piora mais rápida. Os principais fatores de melhoria do prognóstico são o diagnóstico precoce e tratamento adequado com medidas farmacológicas e não farmacológicas. Um atendimento especializado é essencial para melhorar a qualidade de vida dos paciente e dos familiares que também sofrem ao acompanhar parentes que possuem esta doença.

Os fenômenos que dão origem às doenças neurodegenerativas: O Alzheimer é caracterizado pela formação de placas beta-amiloide, que destroem progressivamente os neurônios, e pela redução do neurotransmissor acetilcolina. O nome é complicado, mas basta dizer que neurotransmissores são substâncias responsáveis pelo transporte de informação em nosso cérebro. A acetilcolina está particularmente relacionada ao aprendizado e à memória.

Alimento: Gingibre no combate a muitas doenças neurologicas

Pois experimentos de laboratório, em células e animais, demonstram que o extrato de gengibre diminui o acúmulo das tais placas beta-amiloide e minimizam a atividade de uma enzima que degrada a acetilcolina. O resultado: melhora nas funções cognitivas e redução da perda de células nervosas.

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