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O Ex-Governador Sergio Cabral confessa receber propina para adiantar obras do Porto do Açú

Cabral declarou que valores ilícitos supostamente pagos durante a reforma do Maracanã, a desapropriação do Porto do Açu, no Norte do Estado e a construção da Linha 4 do Metrô

O ex-governador Sérgio Cabral. em depoimento ao Ministério Público Federal admitiu pela primeira vez ter recebido propina, declarou sobre valores ilícitos supostamente pagos durante a reforma do Maracanã, a desapropriação do Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte do Estado e a construção da Linha 4 do Metrô. Nas declarações, de 21 de fevereiro, Cabral falou principalmente da participação de seu ex-chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, preso pela Lava Jato. Ele mencionou também outros nomes de empresas e políticos.

Porto do Açu – Sérgio Cabral assumiu que recebeu US$ 16 milhões da empresa de Eike Batista durante a campanha eleitoral e que “o escritório de Regis Fichtner ganhou mais de uma dezena de milhões de reais ilicitamente na questão do porto”.

Cabral confessou que a obra era feita pela secretaria estadual de Obras, na época sob responsabilidade de Luiz Fernando Pezão. Já a concessão do estádio foi feita pela Casa Civil, de Régis Fichtner. Cabral conta que Regis recebeu propina da Odebrecht “por meio de serviços superfaturados de seu escritório de advocacia à empresa”.
No metrô, embora os preços sejam todos os equivalentes a outros países, “o valor da obra poderia ter sido menor, se não houvesse a combinação com as empresas”. Segundo Cabral, Regis Fichtner recebeu mais de R$ 5 milhões de propina, saindo “do caixa de propinas do ex-governador”.

As propinas a Fichtner, Cabral disse que para o pagamento de indenização à empresa Automodelo, da família de Carlos Osório houve pagamento de propina para ele e para Regis Fichtner.

Em nota, a defesa de Regis Fichtner disse só vai se manifestar quando tiver acesso ao depoimento do ex-governador.
O advogado de Eike Batista, Fernando Martins, informou que não teve acesso ao conteúdo do depoimento de Sérgio Cabral e que Eike Batista “refuta qualquer acusação de relações escusas com o então governador Sergio Cabral ou qualquer outro agente público”.

Fonte: G1

Por: Sandra Santos

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