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Polícia Civil prende suspeito de uma das execuções no Carnaval de 2019 SJB.

Foto: arquivo pessoal – Vítima, Wagner Gonçalves

A Polícia Civil  investigou e nesta quarta-feira (31), prendeu um suspeito de ter participado da execução de Wagner Pereira Gonçalves, de 26 anos, crime ocorrido durante desfile de escolas de samba durante o carnaval, em São joão da Barra, no dia 04 de Março deste ano. Além dessa prisão, estão sendo procurados outros três envolvidos.

As investigações da Polícia Civil, contou com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça — as apurações afirmam que a vítima e os quatro  suspeitos eram envolvidos com o tráfico de drogas na região e o crime teria sido motivado por vingança, já que Wagner teria denunciado, em 2015, os dois mandantes de seu assassinato. Na época, ambos acabaram presos com quantidade de drogas avaliada em cerca de R$ 2 milhões e cumpriram dois anos de detenção.

 

Organograma da Polícia civil

Segundo a delegada responsável pela investigação, Madeleine Farias Rangel, titular da 145 DP (SJB), um dos suspeito, Michel Ribeiro Paes, de 25 anos, foi detido na cidade do Rio de Janeiro, no mês passado, em um hotel de luxo da Barra da Tijuca, com grande quantidade de drogas.  Outros três mandados de prisão, seriam cumpridos na manhã de hoje,  dois em Campos e outro em SJB, mas os envolvidos não foram localizados até o momento e são considerados foragidos

Durante coletiva de imprensa, a delegada mostrou  a participação de cada um dos suspeitos na execução. segundo Madeleine, os mandantes seriam Caio Vieira Peres de Morais, de 28 anos, e Celso Ricardo Maciel da Silva Filho, de 29 anos. Michel, que teria executado a tiros a vítima com a participação de Fernando Quintanilha Moreira.

Também segundo a delegada, até 2015 havia uma parceria entre Wagner, Caio, Celso e Fernando que seriam fornecedores de drogas pesadas, como ecstasy, em Campos e região. No entanto, o grupo foi desfeito em 2015, quando Wagner denunciou Caio e Celso. A investigação da Polícia Civil apontou que, após a prisão dos parceiros, Wagner passou a ser o principal fornecedor local de ecstasy.

Delegada conta detalhes das investigações

“Durante as investigações apuramos que essa droga apreendida em 2015 também pertencia ao Fernando Quintanilha, conhecido como “Rodela”. Quando Caio e Celso saíram da prisão, em 2017, Caio retomou a parceria criminosa com Wagner. Na época, parte do prejuízo que o grupo levou com a apreensão de drogas foi compensada por Wagner com um apartamento e um carro. Mas Celso ficou um pouco desconfiado da boa vontade de Wagner e se afastou do grupo. Com este afastamento de Celso, Michel passa a integrar a quadrilha e tenta fazer a reaproximação entre Wagner e Celso”, disse a responsável pelas investigações.

Ainda segundo a delegada, nesta tentativa de reaproximação, duas semanas antes do carnaval de 2019, Michel marcou uma reunião do grupo no Centro de Eventos Populares de Campos (Cepop). Madeleine esclareceu que o encontro não foi bem-sucedido e, como resultado, Celso e Caio resolveram eliminar Wagner.

Caio e Celso foram detidos com grande quantidade de drogas em Campos (Fotos: Silvana Rust/Terceira Via)

“Foi combinado que Wagner iria ao encontro em um Crossfox amarelo, só que chegou ao local um carro estranho. Então Celso acreditou que se tratava de mais uma armação de Wagner para prender o grupo. A rivalidade acabou sendo restabelecida ali. Como o grupo sabia que a vítima passaria o carnaval em São João da Barra, aproveitaram a ocasião para assassiná-lo, já que seria fácil para os executores sumirem no meio da multidão”, concluiu Madeleine.

A prisão de um amigo da vítima, ocorrida no bairro do Jockey Club, em Campos, no mês passado, foi peça-chave para o esclarecimento do caso, segundo a delegada. Ele estava com o telefone celular de Wagner que, desde o crime, não havia sido localizado pela polícia. “Ele esclareceu os detalhes que faltavam para concluirmos a investigação, como a confusão ocorrida no Cepop duas semanas antes do crime”.

Segundo a delegada, a polícia recebeu informações de que Celso estaria no estado do Espírito Santo e Fernando na Região dos Lagos. Os investigadores ainda não têm ideia do paradeiro de Caio.

Da Redação

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