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Secretário de Estado de Polícia Militar do RJ, coronel Rogério Figueredo fala sobre os maiores desafios e as prioridades para 2020 para segurança pública.

Coronel Figueredo: “vamos ampliar a prevenção para seguir reduzindo índices criminais”

Nesta quarta (11/12), o entrevistado do Portal RJ é o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo. Ele fala sobre as principais iniciativas da pasta em 2019, os maiores desafios e as prioridades para o próximo ano. Confira!

Qual foi o cenário encontrado quando assumiu a secretaria?

Coronel Rogério Figueredo: Até o final de 2018, a área de segurança pública do estado estava sob intervenção federal. Foi uma medida tomada para evitar o caos maior, pois, com a crise econômica e financeira do Rio, as polícias, na época subordinadas à extinta Secretaria de Estado de Segurança, sofreram perda de efetivo e de recursos materiais sem precedentes na história recente.

Entre março e dezembro de 2018, além do apoio logístico, o estado passou a contar com a presença das forças federais nas ruas. A partir do dia 1º de janeiro deste ano, com o fim da intervenção, os órgãos de segurança do estado deixaram de contar com esse reforço federal – Exército, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Força Nacional de Segurança.

Quais foram as principais ações nesse primeiro ano de gestão?

Figueredo: As primeiras medidas adotadas foram no sentido de cumprir, da melhor maneira possível, a principal missão constitucional da Polícia Militar, que é o policiamento preventivo e ostensivo. Ao recuperar o status de Secretaria de Estado, mais de 20 anos depois, o Comando da Polícia Militar teve autonomia para traçar sua estratégia, tendo como foco ampliar a presença de policiais nas ruas. Essa estratégia foi montada com base na recuperação de recursos materiais que começaram a chegar no início do ano, como legado do Gabinete de Intervenção Federal, e numa análise mais eficiente das manchas criminais. Dessa forma, já a partir do início do ano, os indicadores criminais começaram a cair, especialmente os mais impactantes, como homicídio doloso e roubos de rua, de veículos e carga, chegando ao final do ano com reduções bastante expressivas.

Vale destacar que, ao contrário do que muitos pensavam, com a extinção da Secretaria de Segurança, as duas polícias do estado – a Militar e a Civil – passaram a trabalhar de forma mais integrada e articulada. Essa integração foi também uma indutora importante para a redução dos índices criminais.

Quais são os principais desafios da Secretaria de Polícia Militar?

Figueredo: Um deles é a ampliação das ações preventivas e ostensivas, tendo como objetivo a redução contínua de índices criminais e outros indicadores, como apreensão de armas e drogas e prisões de criminosos. Outro grande desafio da pasta é reduzir a vitimização policial, o que está sendo feito com treinamento específico e acautelamento de armas e coletes.

Quais as prioridades da secretaria para o próximo ano?

Figueredo: Queremos continuar avançando. Com apoio integral do Governo do Estado, a Polícia Militar estará ainda mais forte e capacitada em 2020. Durante o ano de 2019, recompomos parte importante do nosso efetivo, com formação de novos policiais e ampliação do Regime Adicional de Serviço (RAS). Avançamos muito também na recuperação dos recursos materiais, com ampliação e renovação de quase 40% da frota de viaturas.

Além disso, a Polícia Militar promoveu treinamentos para capacitar a tropa a usar de forma mais adequada recursos tecnológicos. Vários projetos experimentais, como Reconhecimento Facial e Sovi (Sistema de Ocorrência Virtual), ganharão escala a partir deste ano. Está prevista a aquisição de novos equipamentos, como drones e blindados compactos, para melhorar a capacidade operativa da PM.

Vale citar também outros projetos específicos, como o programa Patrulha Maria da Penha, o Percurso Seguro, nas vias urbanas, e o Viagem Segura, nas rodovias.

Como garantir investimentos e a execução de ações e programas com o Rio de Janeiro ainda em processo de recuperação fi

Figueredo: Estamos ampliando as fontes de recursos, como, por exemplo, por meio  de emendas parlamentares e de fundos destinados a investimentos. A Polícia Militar, assim como os demais órgãos de segurança, tem plena consciência de que a recuperação da economia do estado e a consequente geração de emprego e de renda só serão alcançadas com a redução de índices criminais compatíveis com uma sociedade civilizada. E esta é a nossa meta.

Fonte: PortalRJ/Governo

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