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Servidores da Prefeitura de Campos, em greve, lotaram a sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira (21).

Parte dos servidores que estiveram na Câmara para pedir apoio aos vereadores para intermediar solução no impasse com o prefeito Rafael Diniz não puderam subir as escadarias do Palácio Nilo Peçanha porque o plenário ficou lotado de manifestantes. Durante a sessão, cerca de 200 servidores portando faixas e proferindo palavras de ordem, protagonizaram uma data histórica com gritos de fora Rafael.

Apesar do vigor da manifestação, nem os guardas municipais nem os seguranças da Câmara tiveram trabalho, porque os servidores fizeram o ato de forma respeitosa e ordeira, conforme declarou o vereador Eduardo Crespo (PR) ao final da sessão.
Eduardo Crespo destacou na palavra livre que “Campos vive seu maior surto de chikungúnya e que tem menos que 400 agentes de endemias no CCZ (Centro de Controle de Zoonozes), quando deveria ter pelo menos 600”. Ele ressaltou que há vários meses os Agentes de Endemias tentam com o prefeito as condições ideais de trabalho (bicicletas; EPI, que são os equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas, etc) e a implementação do piso da categoria, cujos recursos são repassados pelo governo federal para a Prefeitura.

Da esquerda pra direita: Eduardo Crespo, Renatinho do Eldorado, Cabo Alonsimar e Josiane Morumbi

Alguém engana o prefeito e o prefeito engana a população
“Eu disse aqui na semana passada que tem alguém enganando o prefeito e o prefeito engana a população em relação aos números que ele divulga. Ele divulga que pagou R$ 300 milhões do governo passado, mas ele publicou no Diário Oficial que foi R$ 57 milhões; diz que arrecadou em 2018 metade do que o governo passado, mas incluindo o que chama de venda do futuro, arrecadou o equivalente a mais de 80%. Tudo é culpa do governo passado, mas o governo não abre a caixa preta para mostrar os números. Se terminou o ano com mais de R$ 70 milhões em caixa, o discurso de que falta dinheiro não engana a mim não”, afirmou Eduardo Crespo no plenário, que da mesma forma que os vereadores da oposição, Álvaro Oliveira, Josiane Morumbi e Renatinho do Eldorado, defenderam o movimento grevista dos servidores e criticaram a postura do prefeito que não apesenta proposta plausível aos servidores.

Nenhum vereador da base de Rafael defendeu o prefeito

“Quero aqui fazer uma retificação. Na sessão passada eu disse que o último aumento dos servidores foi dado pela prefeita Rosinha Garotinho em 2016, com o percentual de 9,89%, mas naquela sessão o vereador líder do governo, Paulo Genázio disse que não foi aumento. Realmente quero corrigir que foi reajuste de mais de 9%, bem mais do que os pouco mais de 4% que o prefeito quer dar aos servidores agora”, cutucou Renatinho do Eldorado. Nenhum vereador da base aliada do prefeito Rafael fez defesa do governo. Nem mesmo os vereadores José Carlos Monteiro e o líder do governo, Paulo Genázio compareceram no plenário.

Grevistas atendidos por vereadores

Reunião da comissão de servidores com vereadores

Durante a sessão, uma comissão representativa dos servidores foi recebida nos bastidores da Câmara por um grupo de vereadores da oposição e contou com a participação do presidente da Casa, o vereador Frederico Machado e parte dos vereadores da situação. De acordo com informações do vereador Cabo Alonsimar, presidente da Comissão de Defesa do Trabalhador, o próprio vereador Frederico Machado, que é da base de sustentação do prefeito Rafael Diniz, concorda que é preciso haver um entendimento para que o movimento de greve não afete a população com prejuízos dos serviços.
“Eu e os vereadores da oposição não estamos atuando contra o governo, nós estamos trabalhando unidos pelo bem da população. Se o prefeito mesmo reconhecia em campanha que o bem mais valioso da Prefeitura é o servidor, então agora ele precisa mostrar isso na prática. A proposta do governo de menos de 4,86 é muito pouco e sabemos que é possível conceder um reajuste digno para os servidores. Amanhã (quarta-feira) vamos nos reunir com o propósito de fechar questão para que os servidores possam voltar a trabalhar com dignidade e a população não ser prejudicada”, anunciou Cabo Alonsimar, que pertence aos quadros da Policia Militar.

Depois da sessão, manifestação na rua

Depois da sessão, os servidores que estavam no interior da Câmara desceram e se uniram aos que estavam do lado de fora e protestaram na avenida Alberto Torres por cerca de meia hora. Agentes da GCM atuaram para evitar transtornos no trânsito.

Da Redação

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